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Foto: Ricardo Tavares ESCURIDÃO DO ESCORPIÃO®: ano 02
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Minha alma quer ter paz
e não consegue.
Quero chorar
mas meus dias não me permitem
fraquejar.
Meu mundo tão meu,
invadido por corpos estranhos
e seus mundos próprios...
numa eterna luta...
Cada mundo por si,
cada mundo lutando para sobreviver
dentro do meu universo.
Estou sem forças,
com medo da minha alma doente.
Começa Setembro e eu fico triste.
O tempo vem com tantas dores
e vai embora correndo,
de mãos vazias,
deixando na minha estrada
as tantas pedras e espinhos.
E eu assim...
menina descalça,
calada
inerte no meio do caminho,
olhando o céu no chão
em busca do ursinho perdido...
perdido na escuridão.
:: Postado por
Claire
às
23h56

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Dor minha.
Dor cúmplice.
Dor amiga.
Cálice de sangue.
Roupa rasgada.
Criança perdida.
Amor dilacerado.
Medo do certo.
Tristeza conhecida.
Chão pisado.
Vento no rosto.
Estrela caída.
Olhar sem brilho.
Som sem música.
Momento sem vida.
Eu sem você.
Livro fechado.
Alma ferida.
:: Postado por
Claire
às
21h52
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Você é festa, você é vinho.
Sol quente que chegou na minha noite
iluminando meus cantos escuros.
Nossa vida é beleza,
é amor,
é música.
Bailo na nuvens
segurando sua mão
e sentindo o pulsar do seu coração
no meu peito.
Sinto seu cheiro,
seu gosto,
seu hálito.
O gozo da paixão, o orgasmo da vida.
No arco-íris do nosso segredo,
eu comungo com você
nosso encontro cósmico
e bebo nas suas palavras
esse mar de sinfonias.
:: Postado por
Claire
às
00h16

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Ouça minha canção...
É um lamento mudo
composto por notas tristes
que soam nesse meu peito vão.
Dores e amores que flutuam perdidos
nas linhas e espaços dessa pauta calada
que é meu coração.
Melodia que lamenta na noite
e morre no dia.
Lágrima em música
que cai “lá”,
morre em “si”
e queima no “sol”.
Dor da sinfonia surda
(en)cantada na paixão.
E no réquiem da minha alma
eu choro minha solidão.
:: Postado por
Claire
às
21h09
FÊNIX

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Um marasmo de alma me entorpece a vida.
Não tenho sentido o brilho dos momentos
e isso me mostra o quanto já não sou mais a mesma.
Não aquela que eu conhecia, aquela de quem gostava.
Estou insatisfeita
e fico triste com isso.
Talvez seja a hora de mudar algumas coisas,
mas essa natureza fixa
me mumifica os passos.
Não quero perder esse caminho
e às vezes penso que esse caminho já me perdeu.
Sou uma estranha nessa estrada...
na qual insisto em permanecer.
Não sinto o aroma das flores
e suas cores empalideceram.
Meus pés descalços estão feridos
pelas pedras e espinhos que pisam.
Então eu me sento e choro.
Queria queimar nesse deserto árido,
nesse sol escaldante,
até virar cinzas e ressurgir como a Fênix...
quem sabe voar em outros céus...
:: Postado por
Claire
às
18h14
GRITO CALADO

fonte google - luis camino
Precisamos de paz.
Temos sede de paz.
Mas é muito mais difícil conseguir essa paz, quando temos a consciência da “não-aceitação” que recebemos de algumas pessoas. Não falamos apenas de pessoas comuns, de pessoas que encontramos nas ruas ou nas lojas. Falamos de pessoas que nos são caras, que são especiais na nossa vida.
E quando temos esses lapsos de lucidez, onde a vida nos joga na cara essa nossa diferença repugnada e rejeitada, acabamos ainda nos deparando com nossa própria mente transtornada nos gritando, quase que num desespero, para que os compreendamos.
Compreensão.
Sabemos o quanto precisamos dela também. Mas por fim, acabamos nós mesmos tendo de compreender. Isso eu chamaria de “a verdadeira ironia do destino”.
Nossa condição nos obriga a respeitar, a ceder, a relevar sem exigir nada em troca. Nada podemos exigir porque não temos nada a que nos agarrar, nada para aliviar essa nossa condição marginalizada que nos foi imposta. E como a sociedade pensa nisso como “uma opção”, ainda nos rotula como responsáveis pelo nosso próprio sofrimento.
É uma carga muito pesada em nossas mentes, em nossos corações. É um preço muito alto para quem nem pediu para vir ao mundo, muito menos ser o que é.
A quem deveríamos repassar essa culpa imputada a nós, por sermos como somos? A quem deveríamos atirar a responsabilidade por sermos diferentes, sendo que não nos fizemos, não nos escolhemos, nem "optamos" por ser assim?
Ficam essas perguntas todas, como sempre, no ar...sem respostas.
Apenas nos atiram pedras. Precisamos tanto de flores!
Apenas nos presenteiam com palavras ásperas. Precisamos tanto de música!
Apenas nos fazem sentir solidão. Precisamos tanto de calor humano!
O que podemos fazer nessa situação, a não ser nos unirmos ainda mais?
Agradecemos por existir e sentir... mesmo incomodando algumas pessoas.
Agradecemos por ter em nosso caminho muitas pétalas...para que nos machuquemos menos nessas tantas pedras que nos atiram.
Pedimos ao universo que alivie nossa dor, nosso martírio, nossa insônia, nossa culpa.
A culpa de não ter culpa.
Não queremos nos perder.
Não queremos morrer.
Não queremos matar a pessoa que somos apenas para servir de exemplo perfeito dentro da concepção de “certo” que o mundo, cego na sua insensibilidade, quer nos fazer engolir e seguir.
Queremos ser fiéis a nós mesmos.
Queremos dar graças, sempre, pelo que somos e pelo que recebemos de uma Força Maior, porque também fazemos parte dela.
Queremos ser gratos pelo que temos.
E oferecer o melhor de nós, sendo apenas quem podemos ser, é o máximo que podemos fazer.
:: Postado por
Claire
às
17h37
Solidão

Minhas unhas rasgam as paredes
desse poço que me suga.
Um poço escuro,
frio,
úmido.
Ao longe ouço vozes,
mas não estou lá.
Continuo caindo,
tentando, em vão, me segurar no nada.
Por que não me solto de vez
dessas paredes geladas,
estranhas,
ásperas,
e me deixo conhecer
o mistério desse vazio silencioso?
A luz que eu vejo acima de mim,
não me pertence mais.
Minha alma ganha o breu da solidão
e se aconchega no escuro...
seu Lar.
Meu Humor
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